Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
Domingo, 19 de Fevereiro de 2012
Free Nude Dogs Webcams
O título deste post é apenas para teste, nada está relacionado com o conteúdo do mesmo. Se vieram aqui para ver cães nus, lamento mas não vai acontecer. E vocês têm um problema.
Para limpar alguma aura de negativismo que pairava sob o meu blog, a partir de agora, todos os meus posts deixarão de ser merdas prepotentemente intelectuais para serem textos com um certo teor zombeteiro e de achincalhação. Segundo um estudo que li, 85% dos blogs têm sucesso se o blogger tiver piada. A parte dos números foi totalmente inventada num banco de barco cheio de patites várias, mas a verdade é que se os bloggers escreverem com um certo teor humorístico, a coisa até anda prá frente.
Desde o dia 1 de Setembro que me tenho vindo a aperceber de algumas figuras na agência onde pernoito (com ou sem estilo, dependendo do gosto de cada um). Na fauna publicitária existem variadíssimos estereótipos, os quais passarei a compartimentar nos próximos posts segundo as funções que desempenham.
Criativos!
Se teria de começar por algum lado, teria de ser pela função que melhor conheço (elevadíssimo conhecimento, dada a experiência que tenho).
Dentro da filo Criativosae, existem duas espécies distintas que se complementam e acasalam criativamente: Os copys e os directores de arte.
Os copies são seres soturnos, de aspecto caricato (os sinónimos do word dizem-me que caricato também pode ser burlesco. Se há coisa que eu queria, era ser uma Lady Miosótis da publicidade). Normalmente vestem-se com cores escuras, mas para evitarem alguma possível confusão com góticos possuem um elevado sentido de humor (ou demasiada ironia, se forem mesmo muito soturnos). É deles que vêm as frases que nos ficam na cabeça durante anos e perpetuam nos anais da comunicação. E é normalmente na sua área de trabalho que os clientes costumam meter mais o bedelho. Nunca, mas mesmo nunca, há um debrief (hmm, catita, anglicismo) em que tenha lá a “sugestão do cliente”.
Em dupla com os copies, surgem os Picassos das Wacom: os directores de arte. Porquê o nome de directores se mandam tanto como um copy? Porque se o copy fosse designado por director de letras, eles perderiam a falsa sensação de superioridade. Os directores de arte são os gajos que fazem “bonecos” e que passam horas e horas a ver sites de inspiração com posters com frases em Helvetica. Normalmente são quem obriga os copies a fazer noitadas, pois não só experimentam muitas abordagens diferentes e perdem carradas de tempo a decidir entre duas fontes praticamente iguais, mas também para ver se fica tudo bonito e se podem partir uma frase a meio. São dentro da agência quem tem muito pouca sensibilidade para as letras – “Se eu escrevesse bem, tinha ido para copy!”.
Acima destas duas espécies está uma criatura (ou até um enxame) que funciona como figura paternal da coisa: O (ou A) Director (ou Directora) Criativo, que será convenientemente dilacerado numa outra oportunidade.
